A dor de que o poeta entende
É tão puro fingimento.
Finge despudoradamente
Que exprime sofrimento.
O sofrimento do poeta
Vê-se pelo pensamento.
Quando a dor o penetra
Desdobra-se em fingimento.



Quase sempre o fingimento
Faz do poeta um eloqüente.
Mas a dor de cada momento
Faz dele um indiferente.



O fingimento do poeta
É algo constrangedor.
Finge como um pateta
Mas sofre do mal de amor.


Wilson Carlos Roberto






Quem dera compreender,
O pensamento do Poeta,
Nos versos do entardecer,
Na sua vivência discreta.



Às vezes, tão despojado,
N’outras, num mundo só seu,
Às vezes, sonha acordado,
Acorda, n’outras... ateu.



Finge a dor, que não sente,
Sente uma dor, que não vê,
Letras borbulham na mente,
Mas, ele nem sempre, as lê.



Decifra de olhos fechados,
Os enigmas de cada verso,
Símbolos entrelaçados,
Nas tramas do seu universo.
 


Clara Strapazzon

 

 

             

 

 

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