Ao ver a chuva respingando a vidraça,
Meio sem graça me detenho a observar,
O rodopiar do vento forte, quando passa,
Causando arruaça com as folhas pelo ar.



O bailar daquelas folhas multicores,
Exalando odores de terra e de jasmim.
E do jardim lindas pétalas de flores,
Lembra amores, que já passaram por mim.



O vento vai passando e leva tudo,
Sem contudo, saber qual é a razão,
Ergue do chão as folhas secas, fica mudo;
Depois de tudo, ele muda de estação.



E aquelas folhas que bailavam tão contente,
Tristemente se espalham pelo chão,
Uma sensação de abandono, de repente,
Resta-lhe somente, aguardar nova estação.
 


 

Clara Strapazzon

 

 

                  

 


 

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