Hóspedes inquietos,
Náufragos da verdade,
Ostentam a realeza,
Na pujança do saber.
 


Tricotam o vazio das palavras,
Tecendo confusas tramas,
Escravos do seu próprio ser.
Tolhem a liberdade humana,
Dizendo-se donos do poder.
 

Mal sabem que esse fascínio pueril,
Constrói apenas vastos grilhões,
Tatuando com escuras manchas
A história já tão acidentada,
Desse indefeso povo varonil.
 
 
Clara Strapazzon

 

 

 

                

 
 
   
 

 

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